Introdução a Química Geral

QUÍMICA GERAL





1)      – ATOMÍSTICA


O átomo é um sistema constituído por partículas infinitamente pequenas (partículas fundamentais)




REGIÃO

PARTÍCULA

CARGA ELÉTRICA RELATIVA

MASSA RELATIVA

ELETROSFERA


ELÉTRON

- 1

1

NÚCLEO


PRÓTON

NÊUTRON


+ 1

0

1840

1840




2)      – ÍONS

a)        Átomos que perdem ou ganham elétrons;
b)        Átomos eletricamente ligados, dotados de carga elétrica (positiva ou negativa).


Cátions: p > e

Ânions: p < e




3)      – ISOTOPIA – ISOBARIA – ISOTONIA

a)      Isótopos – Mesmo número atômico;

b)      Isóbaros – Mesmo número de massa;

c)      Isótonos – Mesmo número de nêutrons



ÁTOMOS
Z
A
p
e
n
ISÓTOPOS
=
¹
=
=
¹
ISÓBAROS
¹
=
¹
¹
¹
ISÓTONOS
¹
¹
¹
¹
=









5)      – PROPRIEDADES DA MATÉRIA:


A)    PROPRIEDADES GERAIS:

Massa
Extensão
Impenetrabilidade
Divisibilidade
Inércia
Compressibilidade
Elasticidade
 
 




São aquelas comuns a todas as substâncias:






B)    PROPRIEDADES FUNCIONAIS:




Ácidos
Bases
Sais
Óxidos
 
São aquelas comuns a determinados grupos de substâncias quimicamente semelhantes entre si        São as seguintes:






C)    PROPRIEDADES ESPECÍFICAS:

São aquelas que caracterizam e identificam uma dada substância pura.
 








São as
seguintes:

Oxidação do ferro
Combustão do álcool
Queima de madeira
 

Estado de agregação (tato)
Cor (visão)
Brilho (visão)
Odor (olfato)
Sabor (paladar)
 
 















6)      ALOTROPIA:


Fenômeno pelo qual um mesmo elemento químico pode originar duas ou mais substâncias simples diferentes:



a) Alótropos de atomicidade diferente: O2 (Oxigênio comum)

                                                                 O3 (Ozônio)

                                                                 P4 (Fósforo Branco)

                                                                 Pn (Fósforo Vermelho)



b)      Alótropos de grade cristalina diferente: Enxofre Rômbico e Enxofre Monoclínico, ambos de atomicidade igual a oito.

Diamante, Grafite e Carvão, todas as variedades alotrópicas do carbono, apresentam atomicidade elevada e indefinida.




7)      PROCESSOS DE FRACIONAMENTO DE MISTURAS:


I)                   MISTURAS HETEROGÊNEAS:

a)      Catação: separação manual ou por meio de pinças;
b)      Levigação: corrente líquida que arrasta as partículas mais leves;
c)      Peneiração: fases de tamanhos diferentes, peneiras de malhas diferentes;
d)     Tamisação: uso de várias peneiras ao mesmo tempo;
e)      Filtração: uso de filtros, normalmente porosos que retém a parte sólida;
f)       Ventilação: uso de corrente de ar que arrasta as fases mais leves;
g)      Compressão: separação de sólido-líquido, liberando a fase líquida;
h)      Separação Magnética: utilização de imãs;
i)        Decantação: com o sistema em repouso a fase sólida sedimenta por ação da gravidade;
j)        Centrifugação: movimento rápido giratório e contínuo, onde há a sedimentação rápida da fase sólida;
k)      Flotação: utilização de óleo ou líquidos viscosos e água;
l)        Sifonação: após a fase sólida sedimentar, utiliza-se um sifão para a retirada do líquido.




II)                MISTURAS HOMOGÊNEAS:

a)      Fusão Fracionada: para dois ou mais sólidos de PF diferentes;
b)      Destilação Fracionada: para dois ou mais líquidos de PE diferentes;
c)      Destilação Simples: para misturas homogêneas de sólidos-líquidos;
d)     Liquefação: para separar gases de misturas gasosas, baixando ou elevando a temperatura;
e)      Cristalização: para misturas homogêneas líquido-sólido por cristalização da fase sólida;




III)             LIGAS EUTÉTICAS:

Apresentam temperatura constante durante toda a fusão. Essas misturas comportam-se como substâncias puras, apresentando temperatura constante na mudança de estado. O PF da mistura é inferior a dos componentes. Exemplo chumbo e arsênio;




IV)             MISTURAS AZEOTRÓPICAS:

Apresentam temperatura constante quando passam do estado líquido para o gasoso, comportando-se também como substâncias puras. Exemplo água e álcool.




8)      DISTRIBUIÇÃO ELETRÔNICA:


Os elétrons giram em torno do núcleo em órbitas circulares e elípticas definidas e estáveis:



I)                   NÍVEIS:

A energia aumenta do menor nível para o maior nível.

 
NÍVEIS


K

L

M

N

O

P

Q
NÚMERO DE ELÉTRONS


2

8

18


32

32

18

2
MÁXIMO DE ELÉTRONS NO ÚLTIMO NÍVEL

2

8

8


8

8

8

8

O último nível de um átomo não pode ter mais de 8 (oito) elétrons (Regra do Octeto).



II)                SUBNÍVEIS:

Cada nível é formado por subníveis, que são os seguintes:

a) “s” – sharp;             0          sem variação;
b) “p” – principal:       1          possui as variações –1, 0, +1;
c) “d” – diffuse;         2          possui as variações –2, -1, 0, +1, +2;
d) “f” – fundamental 3          possui as variações –3, -2, -1, 0, +1, +2, +3



III)             ORBITAIS:

Cada subnível é formado por orbitais, que podem conter cada um, dois elétrons que giram em sentido contrário;
Só podemos completar um orbital quando todos os outros orbitais do mesmo subnível estiverem incompletos (Regra de Hund);
Dentro de um orbital, no máximo, podemos Ter 2 (dois) elétrons de spins opostos (Principio da Exclusão de Pauling).

Desta forma, temos:

          s                    p                         d                                      f 
 





IV)             SPIN:

Indica o sentido de rotação de um elétron, Suas representações, por definição serão:

1º elétron com spin negativo      

2º elétron com spin positivo      



V)                NÚMEROS QUÂNTICOS:

                                   O movimento de cada elétron é perfeitamente definido pelos seus quatro números quânticos:

a) número quântico principal (n)                               ®        distância  de maior probabilidade do elétron ao núcleo

b) número quântico secundário ou azimutal (l)        ®        orientação do orbital no espaço;

c) número quântico magnético (m)                            ®        forma do orbital

d) número quântico de spin (ms)                               ®        rotação do elétron em torno do seu eixo



            VI) DIAGRAMA DE ENERGIA (PAULING)

                        No diagrama a seguir, a energia cresce de cima para baixo e da direita para a esquerda;
 


                       1s
 


                       2s        2p
 


                       3s        3p        3d
 


                       4s        4p        4d        4f
 


                       5s        5p        5d        5f

                       6s        6p        6d

                       7s


                        A ordem crescente de energia ficará então da seguinte forma:1s<2s<2p<3s<3p<4s<3d<4p<5s<4d<5p<6s<4f<5d<6p<7s<5f<6d.


9)      CLASSIFICAÇÃO PERIÓDICA:


I)                   TABELA PERÍÓDICA:


Os elementos químicos estão ordenados numa tabela de forma retangular, em ordem crescente de seus números atômicos, em 7 (sete) fileiras horizontais e 18 (dezoito) colunas verticais.


Chamamos de PERÍODO as linhas e GRUPOS as colunas.

1º Período                              muito curto                 2 elementos
2º Período                              curto                           8 elementos
3º Período                              curto                           8 elementos
4º Período                              longo                          18 elementos
5º Período                              longo                          18 elementos
6º Período                              muito longo                32 elementos
7º Período                              incompleto                  20 elementos



Os GRUPOS são os seguintes:

              1 A                  metais alcalinos
              2 A                  metais alcalinos terrosos
              1 B e 2 B        elementos de pós-transição
              3 B ao 8 B      elementos de transição simples
              3 A                  subgrupo do BORO
              4 A                  subgrupo do CARBONO
              5 A                  subgrupo do NITROGÊNIO
              6 A                  Calcogênios
              7 A                  Halogênios
              8 A ou 0          Gases Nobres


      Temos ainda, os          SUBGRUPO A         que são os elementos representativos.
                                         SUBGRUPO B          que são os elementos de transição.

                        Os PERÍODOS nos fornecem a quantidade de camadas eletrônicas dos elementos. Os GRUPOS ou FAMÍLIAS nos fornecem o número de elétrons do último nível de um elemento químico.

                        Os ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO são aqueles que em sua distribuição eletrônica apresentam o subnível “d” incompleto.

                        Os ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO INTERNA, que estão fora da Tabela somente por comodidade, são os seguintes:

                                               a) LANTANÍDEOS              que apresentam o subnível 4f incompleto;

                                               b) ACTINÍDEOS                  que apresentam o subnível 5f incompleto


II)                CLASSIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS:


Podemos classificar os elementos químicos em:

a)      METAIS: estão situados a esquerda da tabela, apresentam 1, 2 ou 3 elétrons na última camada, são geralmente sólidos, bons condutores de calor e eletricidade;

b)      AMETAIS ou NÃO-METAIS: são todos os elementos (inclusive o H) que possuem 4, 5, 6 e 7 elétrons no último nível, podem ser sólidos (C, P, S, Se, I, At), líquidos (Br) ou gasosos (N, O, F, Cl). Estes são encontrados a direita da tabela, com exceção do H, que está posicionado no Grupo IA.

SEMIMETAIS: são os elementos de propriedades intermediárias entr
a)      SEMIMETAIS: são os elementos de propriedades intermediárias entre os metais e os ametais. São os seguintes: B, Si, Ge, As, Sb, Te, Po.

b)      GASES NOBRES: apresentam na última camada 8 (oito) elétrons.



I)                   PROPRIEDADES PERIÓDICAS:

a)      VOLUME ATÔMICO: cresce do centro para as extremidades e de cima para baixo;

b)      DENSIDADE: cresce das extremidades para o centro e de cima para baixo

c)      PONTO DE FUSÃO E EBULIÇÃO: cresce de baixo para cima nos Grupos I A e II A . Nos demais elementos, cresce das extremidades para o centro e de cima para baixo;

d)     ELETROPOSITIVIDADE, RAIO ATÔMICO E CARÁTER METÁLICO: cresce da direita para a esquerda e de cima para baixo;

e)      ELETRONEGATIVIDADE, POTENCIAL DE IONIZAÇÃO E AFINIDADE ELETRÔNICA: cresce da esquerda para a direita e de baixo para cima.



1)      MASSA ATÔMICA OU PESO ATÔMICO

Para o cálculo da massa atômica, os químicos e físicos optaram pela utilização do isótopo 12 do carbono (número de massa 12), ou seja: 6C12. E a 1/12 do átomo do Carbono 12 convencionou-se chamar de unidade de massa atômica (U.M.A).

Massa atômica ou peso atômico relativo de um elemento químico é o número que indica quantas vezes o átomo médio desse elemento é mais pesado que 1/12 do isótopo 12 do Carbono, fixado arbitrariamente em 12.

Embora o correto seja dizer MASSA ATÔMICA, os químicos costumam usar indistintamente MASSA ATÔMICA ou PESO ATÔMICO.

Como exemplo, isso significa que o isótopo 16 do Oxigênio é 16 vezes mais pesado do que 1/12 do isótopo 12 do Carbono.

2)      MASSA MOLECULAR ou PESO MOLECULAR

A massa molecular ou peso molecular é obtido através da soma das massas atômicas dos átomos que constituem a molécula.

Assim, a molécula de água tem massa molecular igual a 1 + 1 + 16 = 18




3)      MOL

MOL de um elemento químico é sua quantidade em gramas numericamente igual a massa atômica;

            MOL de uma substância é a sua massa molecular expressa em gramas.

            Os metais têm moléculas monoatômicas, isto é, o próprio átomo constitui a molécula. Por isso suas representações são:


                                               Fe – Cu – Na – Ba – Ca – Au, etc.


            Os não-metais tem moléculas poliatômicas, Por exemplo:


                        Gás Oxigênio             O2
                        Bromo Líquido           Br2


            Os gases nobres são monoatômicos: He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn





4)      NÚMERO DE AVOGADRO


Um MOL de qualquer elemento tem sempre o mesmo número de átomos. Um MOL de qualquer substância, o mesmo número de moléculas.

Desta forma, um MOL de sódio (23,00 gramas de sódio) tem o mesmo número de átomos que um mol de ferro (55,85 gramas de ferro), que por sua vez tem o mesmo número de átomos que o MOL de cobre (63,54 gramas de cobre).

Para as substâncias, um MOL de água (18,00 gramas de água) tem o mesmo número de moléculas que um MOL de gás Oxigênio (32,00 gramas de Oxigênio).



Medidas recentes dão ao Número de Avogadro o valor:


                                                     No = 6,0228 x 1023


      Nos cálculos não precisos, ou seja, no dia-a-dia do estudante é utilizado somente 6,02 x 1023

      Um MOL do ELEMENTO QUÍMICO oxigênio O2 tem 32,00 gramas. Essas 32,00 gramas possuem 2 x 6,02 x 1023 átomos.

      É o conceito de MOL de ELEMENTO QUÍMICO. Só isso.
      Agora, cuidado!
      Se a pergunta fosse quantas moléculas de Oxigênio O2 existem nestas 32,00 gramas de Oxigênio, a resposta seria: , porque cada molécula é formada por dois átomos.


      Veja este outro exemplo:

                  Um MOL de água vale 18,00 gramas e possuem 6,02 x 1023 moléculas. Quantos átomos de Hidrogênio e de Oxigênio possuem?

                  Respectivamente 2 x 6,02 x 1023 átomos e hidrogênio e 6,02 x 1023 átomos de Oxigênio.




5)      NÚMERO DE MOLES


Um MOL de gás Oxigênio corresponde, como vimos a 6,02 x 1023 moléculas de O2 e a uma massa de 32,00 gramas. Se tivéssemos 64,00 gramas de O2, quantos MOLES teríamos?

O raciocínio é evidente:
                                         32 gramas                               1 MOL

                                         64 gramas                               X MOLES


Neste caso X = 2 MOLES


                  Desta forma, chamamos de M o valor do MOL e de m a massa da substância, /e evidente que o número de moles (n) pode ser calculado pela expressão:



 
 







6)      LIGAÇÕES QUÍMICAS:



I)                   LIGAÇÃO IONICA, ELETROVALENTE OU HETEROPOLAR:


Ocorre com a transferência de elétrons, um elemento eletropositivo (metal) dá elétrons para um elemento eletronegativo (ametal). O elemento que doa elétrons se transforma num íon positivo (cátion) e o que recebe elétrons, se transforma num íon negativo (ânion).

O composto resultante dessa ligação é chamado de COMPOSTO IÔNICO.

O átomo que tenha na ultima camada (camada de valência ou de ligação) 3, 2 ou 1 elétron, tende a doar elétrons.

O átomo que tenha na última camada mais de 4 elétrons, a tendência será a de receber elétrons

Com 4 elétrons, os átomos se compartilham.




II)                LIGAÇÃO COVALENTE, MOLECULAR OU HOMOPOLAR.


Não há recebimento e nem perda de elétrons, os átomos ligantes compartilham elétrons situados na última camada.

Este tipo de ligação ocorre com elementos com pouca diferença de eletronegatividade.

Normalmente esta ligação se dá entre dois átomos de não-metais (ametais) ou semi-metais ou, entre esses elementos e o hidrogênio.

            As ligações covalentes podem ser:

-          Simples ou Normal

-          Dativa, Coordenada ou Semipolar.



a)      LIGAÇÃO COVALENTE SIMPLES:


Esta ligação ocorre quando cada átomo participa com apenas 1 (um) elétron na ligação.





b)     LIGAÇÃO COVALENTE DATIVA OU COORDENADA:


Ocorre quando um dos elementos já está estável e o outro ainda necessita de 1 (um) par de elétrons. Assim o elemento estável faz um “empréstimo” de um par eletrônico que ainda não foi utilizado na covalência simples.

O par de elétrons da ligação dativa é representado por uma seta (®) no sentido do átomo doador para o átomo receptor.




            III – POLARIDADE DAS LIGAÇÕES:



                        Todas as ligações covalentes existentes entre dois elementos de igual eletronegatividade chamam de APOLAR.

                        O par eletrônico fica eqüidistante dos núcleos dos átomos ligantes.



Exemplo de substâncias (moléculas) APOLARES:

                        Substâncias Simples:  H2       O2        N2        Cl2       P4,       etc.


                        Substâncias Compostas: BH3            CH4     CCl4    CF4      CO3     etc.



Exemplo de substâncias (moleculas) POLARES:

                        Todas as outras que não sejam do tipo X2     e          XY4


                        Existem exceções com relação as moléculas que possuem as seguintes variações:


XY2                e                      XY3.



            IV – LIGAÇÕES METÁLICAS:


                        É feita entre elétrons semilivres de dois metais. Estes elétrons ficam “passeando” entre os átomos dos metais e funcionam como uma “cola” que os mantém unidos.

                        As ligas metálicas são uniões de dois ou mais metais, podendo ainda incluir semimetais ou não-metais, mas sempre com predominância dos elementos metálicos.

                        Podemos dizer que as ligas metálicas têm maiores aplicações práticas que os próprios metais puros:
-          AÇO                                            Ferro e Carbono
-          AÇO INOXIDÁVEL                 Ferro, Carbono, Níquel e Cromo
-          BRONZE                                    Cobre e Estanho
-          LATÃO                                       Cobre e Zinco


OBS: A separação dos íons que constituem um composto iônico por meio de um solvente (geralmente polar) os químicos dão o nome de Dissociação Iônica.




7)      PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS COMPOSTOS IÔNICOS E COVALENTES



Tipo de Ligação


Quando no Estado Sólido

Natureza da Ligação Intermolecular (dentro da molécula)

Natureza da Ligação Intramolecular (entre moléculas)

P.F. e P. E.

Dureza

Solubilidade


Iônica

Os compostos se encontram formando retículos cristalinos constituídos por íons positivos e negativos como o NaCl
Existem atrações e repulsões eletrostáticas entre os íons positivos e negativos que formam o retículo
Existem atrações e repulsões eletrostáticas entre os íons positivos e negativos que formam o retículo.

Bastante Altos

Duros e Quebradiços
Em geral solúveis em solventes polares e insolúveis em solventes apolares

Covalente (resultando moléculas apolares)
Os compostos se encontram formando retículos cristalinos constituídos por moléculas apolares como o Iodo sólido

Os átomos se unem por ligações covalentes.
São importantes as Forças de Van der Waals, responsáveis pela união de moléculas apolares.

Bastante Baixos

Os sólidos são moles
Em geral solúveis em solventes apolares e insolúveis em solventes polares

Covalente (resultando moléculas polares)
Os compostos se encontram formando retículos cristalinos constituídos por moléculas polares, como o gelo.

Os átomos se unem por ligações covalentes
Manifesta-se uma interação dipolo-dipolo e em muitos casos Pontes de Hidrogênio, quando a interação do dipolo se dá com o concurso do hidrogênio


Baixos

Os sólidos são moles

Em geral solúveis em solventes polares.





8)      VALÊNCIA:

É o número de elétrons que um átomo necessita ganhar ou perder, para conseguir estabilizar-se, ou seja, Ter uma configuração eletrônica semelhante a de um gás nobre.
Sabemos que os elementos tendem a alcançar uma configuração eletrônica mais estável, cedendo ou recebendo elétrons.







9)      NÚMERO DE OXIDAÇÃO e OXIDO-REDUÇÃO:


I)                   NÚMERO DE OXIDAÇÃO (NOX):

É a carga elétrica (total ou parcial) que um átomo assume no momento de uma ligação química.
a)      Nos compostos iônicos, o número de oxidação dos elementos é a própria carga dos íons.

Exemplo: NaCl, onde Na = +1 e o Cl = -1


b)      Nos compostos covalentes, o número de oxidação dos elementos é a carga que ele adquiriria se houvesse completa separação dos átomos da molécula.

Exemplo: SO2, onde S doou 4 elétrons e cada O recebeu 2 elétrons.




II)                REGRAS PARA A DETERMINAÇÃO DO NOX:


1)      Toda substância simples tem NOX igual a zero;

2)      O elemento químico de uma substância simples apresentará NOX igual a zero;

3)      A soma algébrica dos NOX de uma substância composta é igual a zero;

4)      A soma algébrica dos NOX dos elementos que formam um radical (agregado iônico) é igual a carga do radical;

5)      Nos metais alcalinos, o NOX é igual a +1;

6)      Nos metais alcalinos terrosos, o NOX é igual a +2;

7)      O  Hidrogênio  apresenta NOX igual a +1. Mas, nos Hidretos Metálicos seu NOX será –1;

8)      O Oxigênio apresenta os seguintes NOX:

a)      (-2) nos óxidos;

b)      (+2) e (+1) quando ligado ao Flúor;

c)      (-1) nos peróxidos;

d)     (-1/2) nos superóxidos.




9)      Os Halogênios em geral apresentam NOX igual a –1. No entanto, o Cloro, o Bromo e o Iodo quando ligados ao Oxigênio apresentarão o NOX positivo;

10)  Os elementos que apresentam NOX fixos são os seguintes:

a)      N = -3

b)      P = -3

c)      Ag = +1

d)     Zn = +2

e)      Al = +3

11)  O Flúor apresentará sempre NOX igual a –1.




III)             ÓXIDO-REDUÇÃO OU REDOX:



A oxidação é o aumento do número de oxidação, ou seja, é a PERDA de elétrons;

A redução é a diminuição do número de oxidação, ou seja, é o GANHO de elétrons;

O AGENTE REDUTOR é a espécie química que contém o elemento que se oxida;

O AGENTE OXIDANTE é a espécie química que contém o elemento que se reduz.



                                   Desta forma:



                                                           OXIDAÇÃO
 





                           -5      -4        -3     -2                  -1        0       +1      +2     +3     +4     +5


 

                                                           REDUÇÃO





19) FORMULAÇÃO E NOMENCLATURA:


            Em química dá-se o nome de FUNÇÃO a um conjunto de substâncias semelhantes em uma série de propriedades químicas e até físicas. Na Química Inorgânica são estudadas as funções:

-          ÁCIDOS
-           
-          BASES
-           
-          SAIS
-           
-          ÓXIDOS



I)                   TABELA DE CÁTIONS:

Para desenvolvermos o estudo da nomenclatura das substâncias químicas, é interessante que sejam conhecidos basicamente os seguintes cátions:



MONOVALENTES


BIVALENTES

TRIVALENTES

TETRAVALENTES
H
(H3O)+      -  Hidrônio


Mg
Ca
Sr
Cr

Al
Br

Sn

NH4          -  Amônio


Ba
Ra
Zn
Sn

Au
Fe

Pb

Hg
(Hg2)++

Cd
Cu
Hg
Pb

Co
Ni

Mn

Li
Na
K
Rb
Cs
Fr
Ag
Cu
Au


Fe
Co
Ni
Mn
Pt

Cr

Pt





II)                TABELA DE ÂNIONS;



DOS HALOGÊNIOS
DO NITROGÊNIO
OUTROS
F -                        Fluoreto
NO2-                        Nitrito
[Al(OH)4]-          Aluninato
Cl -                       Cloreto
NO3-                        Nitrato
MnO4-          Permanganato
Br -                       Brometo
N3-           Azoteto ou Azida
MnO42-             Manganato
I -                          Iodeto
N3-                           Nitreto
MnO32-               Manganito
ClO -                Hipoclorito

OH-                    Hidróxido
ClO2 -                   Clorito

DO FÓSFORO

H-                       Hidreto
ClO3 -                   Clorato
PO3-                 Metafosfato
O2-                     Óxido
ClO4 -                   Perclorato
H2PO2-             Hipofosfito
SnO22-                 Estanito
BrO -               Hipobromito
HPO32-             Fosfito
SnO32-                 Estanato
BrO 3 -                  Bromato
PO43-               Ortofosfato
SiO32-             Metassilicato
IO -                    Hipoiodito
P3-                   Fosfeto
SiO44-              Ortossilicato
IO3-                       Iodato
P2O74-             Pirofosfato
SiF62-                Fluorsilicato
IO4-                      Periodato
P2O64-             Hipofosfato
CrO42-               Cromato


Cr2O72-             Dicromato
DO CARBONO
DO ENXOFRE
[Pb(OH)4]2-        Plumbito
CN-                      Cianeto
S2-                  Sulfeto
PtCl62-          Cloroplatinato
CNO -                  Cianato
SO42-              Sulfato
AsO33-            Arsenito
CNS -                   Tiocianato
SO32-              Sulfito
AsO43-            Arsenato
C2H3O2 -              Acetato
S2O32-             Tiossulfato
SbO33-            Antimonito
CO3 2-                  Carbonato
S2O42-             Hipossulfito
SbO43-            Antimonato
HCO2 -                 Formiato
S2O82-            Persulfato
BO33-              Borato
C2O4 2-                 Oxalato
S4O62-            Tetrationato
B4O72-              Tetraborato
[Fe(CN6)]3-      Ferricianeto


[Fe(CN6)]4-     Ferrocianeto


C4-        Carbeto (Metaneto)


C22-        Carbeto (Acetileto)


















20)  ÓXIDOS


São compostos binários do oxigênio eletronegativo, do seguinte tipo:


 EnO-2              ®        E2On



I)                   NOMENCLATURA DOS ÓXIDOS:


1º) Elementos com apenas um número de oxidação:

                        Óxido de ______________________
                                               Nome do elemento



            2º) Elemento com dois números de oxidação:

                                   Óxido _____________________ OSO/ICO
                                               Nome do elemento


                        Neste caso, usamos o sufixo OSO, para o menor número de oxidação e ICO, para o maior número de oxidação.




II)                CLASSIFICAÇÃO DOS ÓXIDOS:


a)      Óxidos ácidos ou anidridos, são aqueles formados por Ametais ou pelos seguintes metais: Cromo e Manganês, nas seguintes formas:


(Cr+6)        (Mn+6)             (Mn+7)



ANIDRIDOS:

                             +1        HIPO___________OSO
                             +3 ou +4         __________OSO
                             +5 ou +6         __________ICO
                             +7        PER____________ICO



b)      Óxidos Básicos, são os óxidos formados por metais de número de oxidação menores ou iguais a 2 (dois), com exceção do Bi+3


c)      Óxidos Anfóteros, são os formados por metais com número de oxidação igual ou maior que 3 (três), com exceção do Zn+2, Sn+2 e Pb+2.




21)  ÁCIDOS



I)                   CARACTERÍSTICAS:


As características dos ácidos são as seguintes:

a)      Em solução aquosa liberam como único cátion, o íon H+;
b)      Descoloram a solução rósea de Fenolftaleína;
c)      Mudam a cor do papel de tornassol do azul para o vermelho;
d)     Em solução conduzem a eletricidade;
e)      Normalmente são do tipo: HnX   ou        HnEOm.


São divididos em:


                       a) Hidrácidos:             são os que não apresentam Oxigênio na molécula


b) Oxiácidos:              são os que possuem Oxigênio na molécula.




II)                NOMENCLATURA:



a) No caso dos Hidrácidos:               ÁCIDO______________ÍDRICO;
                                                                      Nome do elemento


b) No caso dos Oxiácidos:                 ÁCIDO_______________(seguido do nome do elemento segundo a tabela de NOX dos óxidos ácidos).






22)  BASES OU HIDRÓXIDOS:



I)                   CARACTERÍSTICAS:


São classificadas como Bases ou Hidróxidos, todas as substâncias que apresentam os seguintes aspectos:

a)      Em solução aquosa liberam o único ânion OH-
b)      Possuem sabor amargo;
c)      São untuosos;
d)     Coram a solução de fenolftaleína de incolor para rosa;
e)      Mudam a cor do papel de tornassol de vermelho para azul;
f)       Em solução conduzem eletricidade;
g)      São sempre formados por metais ou pelo NH4+



II)                NOMENCLATURA:


HIDRÓXIDO DE_________________________________
                                         Nome do metal




23)  SAIS:



I)                   CARACTERÍSTICAS:



a)      Em solução liberam pelo menos um cátion diferente de H+ e um ânion diferente de OH-;

b)      São do tipo Ba . Ab ® B+b     +    A-a;

c)      São salgados;

d)     Em solução conduzem a corrente elétrica.









II)                NOMENCLATURA:

O nome de um sal normal deriva do ácido e da base que lhe dão origem. Apenas a terminação do nome do ácido sofre alteração, de acordo com a seguinte codificação:





Nome do ácido   de                  Nome  do  cátion
origem trocando-se                  da base de origem.
a terminação.



24)  REAÇÕES QUÍMICAS:

As reações representam os fenômenos químicos graficamente através das fórmulas dos reagentes e produtos, com suas proporções definidas pelos seus coeficientes de ajustamento.


            a A   +   b B    ®        c C  + d D

onde:

A  e  B, são reagentes;
C  e  D, são produtos;
a, b, c, d, são coeficientes de ajustamento.


I)                   CLASSIFICAÇÃO DAS REAÇÕES:


A)    QUANTO AO CALOR PODEM SER:

ENDOTÉRMINAS: que absorvem calor;
EXOTÉRMICAS: que libera calor.

B)    QUANTO A DIREÇÃO, PODEM SER:

DIRETA: quando acontece numa única direção e sentido;
REVERSÍVEL: quando acontece nos dois sentidos.



II)                REAÇÕES NOTÁVEIS:

A)    FOTÓLISE: quebra pela luz;
B)    FOTOSSÍNTESE: síntese pela luz;
C)    PIRÓLISE: quebra pelo fogo;
D)    CALCINAÇÃO: aquecimento exaustivo.



III)             TIPOS DE REAÇÕES:


A)    SÍNTESE OU COMPOSIÇÃO: Neste tipo de reação, sua ocorrência obedece ao seguinte esquema:

A    +    B    ®    AB


Exemplo:        H2    +    Cl2    ®    2HCl


B)     ANÁLISE OU DECOMPOSIÇÃO: Neste tipo de reação, sua ocorrência obedece o seguinte esquema:

AB    ®    A    +    B


                        Esta poderá ser TOTAL, quando A e B são substâncias simples, ou PARCIAL, se A ou B é uma substância composta.


             H2O    ®    2H2    +    O2                              NH4Cl    ®    NH3    +    HCl



C)     DUPLA TROCA: Neste tipo a reação obedece ao seguinte esquema:

A X   +   B Y   ®   A Y   +   B X

CaS + 2HBr   ®   2HS   +   CaBr2



D)    SIMPLES TROCA: Neste tipo de reação, sua ocorrência tem como base a seguinte formulação:


A   +   B Y   ®   A Y   +   B

Zn   +   2HBr   ®   ZnBr2   +   H2.

d)       12
e)       11

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